Influente revista britânica afirma que segundo turno da eleição brasileira será provavelmente o mais acirrado desde a redemocratização.

Revista destacou medidas tomadas pelo governo Lula durante a campanha do segundo turno
Revista destacou medidas tomadas pelo governo Lula durante a campanha do segundo turno · Imagem: Revista destacou medidas tomadas pelo governo Lula durante a campanha do segundo turno Foto: Reuters / BBC News Brasil

22 out 2026 - 07h02

Imagem da matéria: Economist questiona se Lula, 'agora azarão', ainda tem 'uma última carta na manga'
Imagem da matéria: Economist questiona se Lula, 'agora azarão', ainda tem 'uma última carta na manga' · Imagem: Source: www.terra.com.br

(atualizado às 07h06)

Economist questiona se Lula, 'agora azarão', ainda tem 'uma última carta na manga'
Economist questiona se Lula, 'agora azarão', ainda tem 'uma última carta na manga' · Imagem: Source: www.terra.com.br

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Economist questiona se Lula, 'agora azarão', ainda tem 'uma última carta na manga'
Economist questiona se Lula, 'agora azarão', ainda tem 'uma última carta na manga' · Imagem: Source: www.terra.com.br

Resumo

Economist questiona se Lula, 'agora azarão', ainda tem 'uma última carta na manga'
Economist questiona se Lula, 'agora azarão', ainda tem 'uma última carta na manga' · Imagem: Source: www.terra.com.br

Segundo a revista The Economist, Lula enfrenta sua eleição mais difícil como azarão contra Flávio Bolsonaro no segundo turno. Para tentar uma reviravolta histórica, o petista adotou medidas drásticas e promessas sociais. No entanto, o senador do PL mantém vantagem numérica, conta com forte apoio da direita, domina gastos de campanha online e tem 82% de probabilidade de vitória, segundo estimativa da consultoria Le Millénaire, tornando o desafio do atual presidente ainda mais complexo.

Economist questiona se Lula, 'agora azarão', ainda tem 'uma última carta na manga'
Economist questiona se Lula, 'agora azarão', ainda tem 'uma última carta na manga' · Imagem: Source: www.terra.com.br

Revista destacou medidas tomadas pelo governo Lula durante a campanha do segundo turno

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento em Porto Alegre Foto: @Lulaoficial via Youtube/Reprodução / Estadão
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento em Porto Alegre Foto: @Lulaoficial via Youtube/Reprodução / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

Foto: Reuters / BBC News Brasil

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas
Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas · Imagem: Source: www.terra.com.br

A revista britânica The Economist publicou uma reportagem na quarta-feira (21/10) na qual afirma que o segundo turno da eleição brasileira será provavelmente o mais acirrado desde a redemocratização do país.

O ator Jim Caviezel interpreta Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse'. Foto: Reprodução / Estadão
O ator Jim Caviezel interpreta Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse'. Foto: Reprodução / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

A reportagem questiona em seu título: "Será que Lula, agora um azarão, ainda tem um última carta na manga".

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento em Porto Alegre Foto: @Lulaoficial via Youtube/Reprodução / Estadão
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em evento em Porto Alegre Foto: @Lulaoficial via Youtube/Reprodução / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

O texto afirma que "nenhum candidato que perdeu o primeiro turno conseguiu, até hoje, vencer o segundo", mas que Lula "se recusa a ser derrotado", mesmo tendo ficado atrás de Flávio Bolsonaro (PL) na votação do primeiro turno.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas
Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas · Imagem: Source: www.terra.com.br

O senador aparece um ponto à frente do presidente nas intenções de voto para presidente no segundo turno, de acordo com o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.

O ator Jim Caviezel interpreta Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse'. Foto: Reprodução / Estadão
O ator Jim Caviezel interpreta Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse'. Foto: Reprodução / Estadão · Imagem: Source: www.terra.com.br

"Será que ele consegue, agora, protagonizar uma reviravolta?", questiona a Economist.

A revista afirma que, desde a derrota "desastrosa" no primeiro turno, Lula tomou "medidas drásticas", como apoiar a redução da maioridade penal para crimes graves, pressionar o Congresso para aprovar o fim da escala 6x1 e prometeu o perdão da dívida de pequenas empresas e transporte público gratuito nos finais de semana.

Além disso, a revista lembra que o governo Lula reajustou o valor do Bolsa Família e proibiu as apostas esportivas.

A Economist afirma que pesquisas de opinião sugerem que as medidas estão tendo algum efeito, mas ressalta que "os institutos de pesquisa no Brasil têm falhado repetidamente em captar com precisão o sentimento de direita, inclusive antes do primeiro turno, em 4 de outubro, quando as pesquisas apontavam Lula com vários pontos de vantagem".

Segundo a revista, Flávio Bolsonaro está reagindo às medidas de Lula.

"Ele acabou votando a favor da redução da jornada de trabalho, embora antes a tivesse criticado. Em um debate no dia 18 de outubro, ele alegou que a criminalidade havia disparado durante o terceiro mandato de Lula (na verdade, ela caiu). Dos quatro candidatos de direita eliminados no primeiro turno — que, somados, obtiveram 8% dos votos —, três declararam apoio a Bolsonaro."

A revista afirma que, apesar de as pesquisas mostrarem uma disputa acirrada, a consultoria especializada em previsões eleitorais Le Millénaire, baseada em Paris, estima em 82% a probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro.

A Economist diz também que a campanha de Flávio Bolsonaro gastou mais do que a de Lula para impulsionar seu conteúdo online.

"Antes do primeiro turno da eleição presidencial, a campanha de Bolsonaro gastou pelo menos US$ 2 milhões para impulsionar seu conteúdo online. A campanha de Lula gastou pouco menos de US$ 500 mil, embora tenha distribuído muitos adesivos com o seu rosto", diz a Economist.

"Com apenas alguns dias de campanha restantes, a equipe de Lula deve esperar, ansiosamente, que os métodos tradicionais ainda se mostrem os melhores."

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